Há poucos dias foi realizada uma pesquisa visando saber quais os valores mais importantes para os brasileiros. Atributos como amor, respeito, honestidade foram bem cotados. Mas um especialista em comportamento humano disse algo relevante: Uma coisa é o discurso e outra coisa é a prática. As pessoas sabem qual o discurso perfeito, aquele que agrada a todos, o que é ideal para a vida pessoal e comunitária. Todavia a práxis é tantas vezes oposta ao que se diz com tanta veemência. Na Bíblia há uma série de versos condenando a contradição entre o discurso e a prática. Jesus confrontou os líderes religiosos de seu tempo mostrando que os pecadores arrependidos, portanto praticantes da palavra, salvar-se-iam, enquanto eles, os profissionais do discurso, estariam de fora do reino: “Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” - Mateus 21:28-31. Jesus ensinou os discípulos a não viverem como os fariseus, dizendo: “Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem” - Mateus 23:3. O apóstolo Paulo repreendeu duramente os que portavam um discurso moral perfeito, mas não faziam nada do que transmitiam aos outros: “Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio? Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” - Romanos 2:21-23. Tiago exortou seus leitores a exercitar um comportamento condizente às palavras: “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade” - Tiago 2:12. Segundo as Escrituras, “bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova” - Romanos 14:22. Que tais advertências nos levem a avaliar se o nosso discurso equivale exatamente ao que praticamos em nosso cotidiano. Pr. Isaías Alexandria Costa -
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